terça-feira, 19 de setembro de 2006

Onde se poderia desculpar o logotipo do novo jornal sol?

- Na newsletter de um aldeamento turístico em Almansil
- Num bronzeador de loja de desconto
- Numa fundação de caridade para crianças autistas
- No festival do carapau de uma aldeia piscatória
- Na furgonete de um agrupamento musical que anime arraiais e casamentos
- Numa chinela de plástico
- Numas raquetes de praia
- Numa geleira de esferovite
etc..

8 comentários:

Nuno Pires disse...

Eu gosto :p

Tino_de_Rans disse...

Sou designer gráfico, e "aquilo" indigna-me....

Daniel J. Skråmestø disse...

Verdade seja dita, eu ainda não pus sequer os olhos no jornal propriamente dito, só vi a publicidade.
Enquanto designer gráfico sei que as coisas não se devem simplesmente dividir em feias e bonitas, mas que as categorias mais importantes para classificar design são as de adequado ou inadequado. Se calhar o jornal é tão manhoso, infantil, incompetente e barato quanto nos transmite o logotipo e a campanha publicitária! Nesse caso é design gráfico honesto contra o qual não me posso indignar. Logo decido quando o jornal me passar pelas mãos. Eu não o irei comprar, mas se calhar o meu barbeiro tem!

Luis disse...

O assunto é interessante e não consensual. O pouco que sei do logótipo em causa é fruto da publicidade em que não se pode deixar de reparar (porque me arrepiou também). Mas vou mais longe e permito-me a fazer uma comparação: vivo no Porto e prefiro as iniciativas locais quando são tão boas (pelo menos) como as outras. Admiro as iniciativas da Sonae e em geral gosto da sua imagem (os melhores exemplos serão o Público, a Clix e a Optimus). Mas não posso com a "nova" imagem dos produtos brancos do Continente: o arroz SOU, o leite ESTE, o azeite TAMBÉM, o papel higiénico AINDA e coisas horrorosas do género (estes exemplos não são rigorosos, mas a coisa não anda longe disto)! Será que queremos que as pessoas continuem incultas e sem referências estéticas? Se calhar sim...

Daniel J. Skråmestø disse...

Luis: o que eu acho triste nisso é que se passou a associar um visual "feio" e pobre a produtos baratos ou "acessíveis" (no sentido de não exigirem um cérebro para serem consumidos). Daí a cretinices como o arroz SOU vai pouca distancia.

Calca-mar disse...

Por acaso tens razão!

intruso disse...

...num letreiro de jardim de infância/creche...

(...)

purita disse...

apoiado!