Continua a nevar.
Os dias são quase todos iguais.
Há pequenas alegrias.
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
domingo, 14 de fevereiro de 2010
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
as crises
Ao almoço, um colega no emprego pergunta-me como vai a crise em Portugal (como se eu soubesse!). Eu desvio a conversa para a crise na Venezuela, porque é muito pior do que em Portugal e me sinto mais à vontade para dissertar sobre coisas de que sei ainda menos. Ele também faz bom uso da sua ignorância e fala sobre a crise na Noruega (ele é escocês).
E depois, quando nos focamos em coisas mais práticas, como o trabalho que temos para fazer, tropeçamos num exemplo do nosso microcosmos em que a crise se poderia evitar se ao menos as pessoas fizessem o seu trabalho, tivessem uma consciência do dever. É talvez uma solução que se poderia aplicar a muitas crises em variadas escalas.
E depois, quando nos focamos em coisas mais práticas, como o trabalho que temos para fazer, tropeçamos num exemplo do nosso microcosmos em que a crise se poderia evitar se ao menos as pessoas fizessem o seu trabalho, tivessem uma consciência do dever. É talvez uma solução que se poderia aplicar a muitas crises em variadas escalas.
Branco de neve
Nunca tinha reparado que as palavras "neve" e "nevoeiro" eram tão semelhantes ate me encontrar (perder) completamente rodeado de branco.
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
Ouça lá, ó senhor cérebro...
Passei duas semanas em casa a recuperar de uma operação ao nariz.
(Descobri que não se pode dizer a ninguém que se fez uma operação ao nariz sem uma explicação mais detalhada, caso contrário julgam logo que o fomos pôr igual ao do Michael Jackson. Esclareço portanto que a minha penca continua na mesma grande e judaica, foi apenas uma correcção de desvio do septo.)
Julguei que duas semanas iam finalmente dar-me tempo de escrever umas coisinhas, desenferrujar a escrita, abrir as comportas da inspiração. Era desta que eu ia acabar o tal romance que parou a meio caminho e nunca mais se mexeu. Mas não.
Afinal andei só a gemer pela casa, não de dores (ah, belas drogas!) mas de um desconforto geral que não me deixava pregar olho mais de uns minutos seguidos. Um verdadeiro filme de zombie e eu como protagonista.
Ontem, mais capacitado cerebralmente, pregunto-me se não andarei a exagerar no saltitar de línguas. Passo os dias a ler e a falar inglês e norueguês. Dou por mim a sonhar em inglês, a contar as quantas conchas de sopa ponho no prato em norueguês...
Olho para este blog e torna-se óbvio como ando a descurar o meu exercício do Português escrito. Se a minha língua já tropeça nos dentes quando o falo, quando escrevo, é quase penoso andar à pesca no cérebro da palavra certa.
Tomo uma resolução de ano novo em Fevereiro: vou escrever mais aqui. É verdade que não tenho muito para dizer, mas pronto, é um pequeno esforço que só me pode fazer bem.
Ter um galo de barcelos em cima do frigorífico ou ouvir a Amália não é exercício suficiente de portuguesice. Estando longe percebemos como a língua nos condiciona os processos mentais. E eu estou a ficar, não exactamente ferrugento, mas lamacento. Consigo ser espirituoso com frases que misturam 3 linguas mas só tenho um par de amigos que me percebe. É um desperdício. Portanto um pequeno esforço, sr. cérebro, e pense em português, s.f.f.
(Descobri que não se pode dizer a ninguém que se fez uma operação ao nariz sem uma explicação mais detalhada, caso contrário julgam logo que o fomos pôr igual ao do Michael Jackson. Esclareço portanto que a minha penca continua na mesma grande e judaica, foi apenas uma correcção de desvio do septo.)
Julguei que duas semanas iam finalmente dar-me tempo de escrever umas coisinhas, desenferrujar a escrita, abrir as comportas da inspiração. Era desta que eu ia acabar o tal romance que parou a meio caminho e nunca mais se mexeu. Mas não.
Afinal andei só a gemer pela casa, não de dores (ah, belas drogas!) mas de um desconforto geral que não me deixava pregar olho mais de uns minutos seguidos. Um verdadeiro filme de zombie e eu como protagonista.
Ontem, mais capacitado cerebralmente, pregunto-me se não andarei a exagerar no saltitar de línguas. Passo os dias a ler e a falar inglês e norueguês. Dou por mim a sonhar em inglês, a contar as quantas conchas de sopa ponho no prato em norueguês...
Olho para este blog e torna-se óbvio como ando a descurar o meu exercício do Português escrito. Se a minha língua já tropeça nos dentes quando o falo, quando escrevo, é quase penoso andar à pesca no cérebro da palavra certa.
Tomo uma resolução de ano novo em Fevereiro: vou escrever mais aqui. É verdade que não tenho muito para dizer, mas pronto, é um pequeno esforço que só me pode fazer bem.
Ter um galo de barcelos em cima do frigorífico ou ouvir a Amália não é exercício suficiente de portuguesice. Estando longe percebemos como a língua nos condiciona os processos mentais. E eu estou a ficar, não exactamente ferrugento, mas lamacento. Consigo ser espirituoso com frases que misturam 3 linguas mas só tenho um par de amigos que me percebe. É um desperdício. Portanto um pequeno esforço, sr. cérebro, e pense em português, s.f.f.
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
Aquelas coisinhas que irritam
Já estamos habituados a tanta discriminação e estupidez em doses cavalares que julgamos que já temos a pele dura. Depois basta um grãozinho de areia e a irritação que cresce dentro de uma pessoa dá vontade de ir pôr uma bomba nalgum sítio ou pelo menos descobrir quem foram os idiotas que tiveram a ideia e cobri-los de sopapos.
Porque é que traduzem o título do filme "A single man" por "Um homem singular" em vez de "Um homem solteiro"?!! É precisamente o título que coloca o filme numa dimensão de mensagem gay activista. Porquê o medo? O raio da lei já foi aprovada e tudo! E sinceramente, aquele "singular" é insultuosamente discriminante.
A propósito, o filme é lindo e estreia em Portugal dia 18 de Fevereiro.
Porque é que traduzem o título do filme "A single man" por "Um homem singular" em vez de "Um homem solteiro"?!! É precisamente o título que coloca o filme numa dimensão de mensagem gay activista. Porquê o medo? O raio da lei já foi aprovada e tudo! E sinceramente, aquele "singular" é insultuosamente discriminante.
A propósito, o filme é lindo e estreia em Portugal dia 18 de Fevereiro.
domingo, 24 de janeiro de 2010
sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
discos do ano
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
Venezuela parte 1 - A Gran Sabana
Regressados de 2 semanas de férias na Venezuela. Deixo aqui algumas fotos da primeira parte da viagem, a travessia da gran sabana, polvilhada de tepuis e quedas de água. (cliquem nas fotos para ver maior)








sábado, 26 de dezembro de 2009
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
Que governe por mais de 4 anos
Ora aqui está uma pequena grande pérola. 5 belas canções.

E para além de ser bom, é grátis! Ouvir e fazer download aqui

E para além de ser bom, é grátis! Ouvir e fazer download aqui
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
Um homem solteiro
Vi o filme "A single man", realizado pelo Tom Ford (sim, o estilista) no Festival de Cinema de Oslo.
É uma absoluta pérola cinematográfica e um dos mais importantes filmes gay dos últimos tempos. É mais sensual que o "Brokeback Mountain", mais político que "Milk" e se não levar pelo menos 6 óscares é uma injustiça (actor, actriz secundária, música, realizador, argumento adaptado, melhor filme).
Depois de verem o filme, talvez me perguntem: mas afinal o que tinha de político? Simplesmente o título, que deveria ser "Um homem casado". Mas não é.
É uma absoluta pérola cinematográfica e um dos mais importantes filmes gay dos últimos tempos. É mais sensual que o "Brokeback Mountain", mais político que "Milk" e se não levar pelo menos 6 óscares é uma injustiça (actor, actriz secundária, música, realizador, argumento adaptado, melhor filme).
Depois de verem o filme, talvez me perguntem: mas afinal o que tinha de político? Simplesmente o título, que deveria ser "Um homem casado". Mas não é.
Momentos não Kodak em Xangai
O senhor em pijama que foi barrado pelos guardas à entrada do Templo do Buda de Jade.
O empregado de um restaurante que desceu as escadas aos saltinhos quando julgou que ninguém estava a ver.
Os turistas alemães a olharem para as cruzes suásticas no templo budista.
O desconhecido que saiu antes de mim do elevador do hotel e se despediu com um grande sorriso e disse "See you around".
Os guardas de uma exposição de pintura que tentavam ligar todas as lâmpadas dos expositores mas não atinavam com a combinação de interruptores e se riam como miúdos traquinas.
Carne de porco com pepino no restaurante Sichuan Citizen
O empregado de um restaurante que desceu as escadas aos saltinhos quando julgou que ninguém estava a ver.
Os turistas alemães a olharem para as cruzes suásticas no templo budista.
O desconhecido que saiu antes de mim do elevador do hotel e se despediu com um grande sorriso e disse "See you around".
Os guardas de uma exposição de pintura que tentavam ligar todas as lâmpadas dos expositores mas não atinavam com a combinação de interruptores e se riam como miúdos traquinas.
Carne de porco com pepino no restaurante Sichuan Citizen
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