terça-feira, 6 de janeiro de 2009

2008 musical

É altura das listas. Aqui fica a minha selecção das canções que mais prazer me deram no ano que passou.




domingo, 4 de janeiro de 2009

Mensagem de ano novo

Em 2009

Objectivos utópicos:
- Acabar de escrever um romance para poder começar outro.
- Ir ao ginásio mais regularmente para perder flacidex.
- Deixar de ler jornais

Desejo:
- Que a Apple lance um eBook reader

sábado, 3 de janeiro de 2009

Inverno na praia



28 de Dezembro, 16h00, A praia de Huk, em Bygdøy, Oslo

sábado, 20 de dezembro de 2008

Jun Miyake


Alviverde - Jun Miyake

A minha voz numa animação premiada

É com grande prazer que anuncio que a minha amiga Carla Pott ganhou um prémio:

Carla Pott is the winner of the Moving Art Category
in the Creative Graduate Prize 2008 with her video sample,
“Wolf on Screen Test”.
This year’s theme was Identity and she will have a special feature in Medium Magazine's January update.
The CGD prize is an Annual Arts prize open to creatives around the world and Medium Magazine and Uk's Societás present it
http://www.mediummagazine.net
http://www.societas.ltd.uk/
See more at
http://www.societas.ltd.uk/cgpnominees2008.html

O que me diverte nisto é que a música que a Carla usou na animação foi composta e cantada por mim num dia em que fiquei de cama com gripe e resolvi brincar com o Garageband, o programa de música da Apple. Algo me diz que o meu esganifamento ajudou ao galardão...

domingo, 14 de dezembro de 2008

Inesperado regresso


Por mero acaso, descobri hoje que os Shelleyan Orphan têm um novo album. Quem diria? há 15 anos que ninguém sabia deles.
Gosto do disco. Perderam alguma ingenuidade mas aventuram-se em experiencias sem rede (o som country de "Something pulled me", os arabescos de "Evolute") e até se safam. Ás vezes ainda soam a 4AD (Caroline Crawley foi uma das vozes dos This Mortal Coil) mas sem grandes saudosismos. Ainda lá estão o oboé e os violinos mas menos "barrocos". E na capa, Caroline vestida de Titania :-) É como reencontrar os bons amigos do tempo do liceu que não vemos há muito tempo: mudaram mas são os mesmos, e fica-se na indecisão se gostamos deles pelo que foram ou pelo que são. É difícil esquecer "Heleborine", o album ovni de 1987, e os albuns seguintes da banda sofriam precisamente de uma indecisão entre repetir o mesmo album ou fazer pop para as radios. Finalmente parecem ter aceitado que nunca mais se vai fazer nada assim. Percebendo isso, fica um bom novo album e a (grande) satisfação de ter velhos amigos de volta.

Para ouvir as músicas novas, o myspace da banda
e para matar saudades:

sábado, 13 de dezembro de 2008

ok, só mais este porque é lindo (também)

Dois em Um

É melhor que um shampoo-amaciador! É Lykke Li com Bon Iver!



É melhor que um lápis com borracha na ponta! É Lykke Li com El Perro del Mar!

DM Stith - "Just once"

O título da canção é completamente desfasado da realidade porque esta é daquelas para ouvir muitas vezes.
Comprei o disco porque o rapaz tem ar de quem precisa dinheiro para fazer videos.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

A pequena brochura do estatuto serológico


Vai ser finalmente impressa a brochura sobre o teste de VIH em que trabalhei para a ILGA. Isto do voluntariado tem os seus senãos, daí que tenha levado um ano para este projecto ver a luz do dia (ou mais propriamente, a luz dos bares e das buátes). A partir de Dezembro já estará disponível. Procurem-na no balcão do vosso bar rosa preferido, ao lado dos preservativos grátis.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Quando voltam estes bigodes a estar na moda?

..provavelmente, nunca.
Gosto da camisa laranja e do casaco de veludo com forro de cetim branco. Cintos largos também estão a dar.



"Canta-se a gente que a si mesma se descobre / Canta-se a terra que a si mesma se devolve" - isto era bonito! Podes voltar, 25 de Abril, estás perdoado.

domingo, 16 de novembro de 2008

Depois quero ver o filme, pode ser?


do jornal Público de 14.11.2008
"O leilão de parte importante do espólio de Fernando Pessoa que decorreu ontem à noite em Lisboa terminou com as duas principais peças, a arca do poeta e o Dossier Crowley, arrematados pelo preço base de licitação de 50 mil euros. (...) A arca de Pessoa acabaria por ser vendida a um particular que estava na sala mas que não se quis identificar. Disse apenas que a ia oferecer ao pai, um grande coleccionador de Pessoa que vive no Norte do país. Já o Dossier Crowley foi vendido ao telefone a um desconhecido."

"ao telefone a um desconhecido". Isto é tão Dan Brown, tão Indiana Jones, tão Tomb Raider... :-D

Entretanto a parte mais gira desta história:
"A abertura do leilão ficou marcada por um incidente com a Câmara Municipal de Lisboa (CML), que apresentou uma providência cautelar relativa a 25 lotes mas que acabou por ser suspensa por carecer de decisão judicial."

"Carecer de decisão judicial" significa que faltava um carimbo do tribunal (ahah!).

Querem uma aposta em como o governo consegue recuperar o espólio todo menos o dossier? Cabalas - I want to believe (for my own personal entertainment)
PS: Afinal a Biblioteca Nacional ficou com o Dossier Crowley. Pronto, arquivado.

Na telenovela da humanidade, este é talvez um episódio charneira.

Devo ser dos poucos que ainda não falou do Barack Obama no seu blog. Estive-me um pouco nas tintas para seguir a eleição porque afinal de contas, eu não ia votar e acho um pouco parolo estar a tecer conjecturas sobre coisas que me escapam tanto ao entendimento, influencia e controle. No entanto, não consegui manter a ignorância intacta porque, quanto mais não fosse, trabalho com três americanos, a minha empresa trabalha com empresas que dependem da indústria petrolífera, e logo, durante os últimos meses, as conversas ao almoço acabaram sempre por descambar para o senhor Obama.

Entretanto, a semana passada, no emprego, começámos com a iniciativa de ter um clube do livro e do filme. Cada pessoa ficou encarregue de escolher um livro ou um filme que achasse relevante partilhar com os colegas. Eu tenho estado hesitante entre o "Dune" de Frank Herbert (relevante pelo seu aspecto ecologico/económico/social) e o "First and Last men" de Olaf Stapledon (relevante pelas suas especulações ecológicas/económicas/sociais). De qualquer maneira, ambos são especulações sobre o futuro da humanidade.

No mesmo almoço em que falava sobre estes livros aos meus colegas, tinhamos o jornal financeiro da noruega aberto sobre a mesa. Na página da esquerda, mais um artigo alarmista sobre como as reservas petrolíferas do planeta estão a acabar e como é preciso procurar novas fontes de energia não poluentes. Na página da direita, mais um artigo alarmista sobre como é preciso aumentar a exploração petrolífera porque os recursos energéticos não chegam para as necessidades mundiais.

No meio deste cenário, um colega diz-me que a ficção dientífica é uma coisa do século XX e que ultimamente as pessoas já não têm a mesma necessidade de inventar um futuro utópico. Eu, como me estava a levantar para ir buscar mais um waffle, acabei por não lhe responder, mas como discordo absolutamente do que ele disse, apeteceu-me vir ventar aqui para o blog.

Se há uma coisa historicamente original nos tempos que correm (isto é, o curto espaço temporal do Renascimento até hoje), é a consciencia da humanidade como um todo. Pela primeira vez percebemos que somos uma espécie única e que o nosso comportamento global de irresponsabilidade ecológica (em todas as suas vertentes de comportamento social, cultural e económico) põe em risco a nossa existência. Somos um corpo único, quase como um paciente fumador advertido pelo médico de que o cancro espreita se não se mudar o comportamento.

É claro que os cientistas e os escritores de ficção científica mais histéricos já nos informaram que a espécie humana vai, tarde ou cedo, ter de abandonar este planeta. Talvez não seja muito relevante ter reservas éticas sobre em que estado o vamos deixar porque afinal de contas, depois disso o sol explode e ficará tudo em fanicos. É o mesmo dilema que, digamos, se eu sair de casa, sabendo que pouco depois ela vai pelos ares, me dou ao trabalho de deixar a cama feita com lençois lavados.

Esta grande divagação para voltar mais concretamente ao senhor Obama e à minha opinião sobre ele, que é o que é relevante aqui para a blogosfera. O que me apetece dizer é que acho este envolvimento, júbilo internacional e renovar de esperança em volta de um único homem, tocante. É comovente, como se toda a gente quisesse ser Um e lhe dissesse: tu és nós e nós somos tu. É claro que é ingénuo. Afinal de contas o homem onde ser quer por muita esperança vai ter o cargo que mais ódio suscita no mundo. Quanto tempo se consegue idolaterar a face visível do capitalismo imperialista?

Mas é bonita, a ingenuidade. Pode ser uma ingenuidade infantil, pois pode, mas não faz mal, porque a Humanidade afinal de contas é mesmo uma criança.
Aguente-se à bronca, senhor Obama.
Da minha parte, o optimismo vem de ver alguém disposto a queimar-se. É inspirador! Obrigado senhor Obama. Desde Jesus que não tinhamos ninguém tão disposto a ser julgado em praça pública. Obrigado por nos deixar imaginar uma utopia, às custas do seu sistema nervoso pisoteado por nós (no mínimo).

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Porque...

José Embala O Menino - Carrapatoso, Eurico

...é quase Natal
...a Nina e a Carla deram à luz a Matilde e o Tomé, respectivamente.
...o Tozé toca nesta gravação e tocou no concerto desta obra o mês passado.
...o Eurico Carrapatoso é um magnifico compositor.
...é simplesmente lindo.

do comboio, entre Oslo e Kongsberg


terça-feira, 4 de novembro de 2008

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Rebecka Törnqvist

Fui ao youtube procurar este video porque gosto imenso da cancao (tem sinos e tudo). Afinal o video é assim para o feioso. Podem ouvir de olhos fechados.

Para compensar, descobri outro video também da Rebecka Törnqvist filmado no cabo espichel e cheio de cães. Pena que neste a canção não seja lá grande coisa. Podem ver sem som.