segunda-feira, 26 de maio de 2008

Sinais do tempo

Hoje vi uma mulher negra vestida com uma burca preta que só mostrava a zona dos olhos. Parecia feliz, subindo a rua e abanando a cabeça ao som da música que ouvia no seu iPod. Estava sol e ela tinha sapatos prateados.

(Para quem não sabe, Oslo tem grandes comunidades muçulmanas da Somália, da Turquia e do Paquistão. Há 7 mesquitas nesta cidade)

sábado, 24 de maio de 2008

O Dia do pai

Andei tão fora da net que só agora fiquei a saber que já estreou em Lisboa a peça escrita pelo meu amigo Gabriel Olivares "o Dia do Pai".
Não vi esta versão portuguesa (saí de Lisboa antes disso), mas a espanhola era bem gira e recomendava-se.


Três homens completamente distintos uns dos outros, são intimados a comparecer numa clínica de reprodução assistida.
Desconhecendo por completo o motivo desta intimação, suspeitam tratar-se de um teste de paternidade.
Já na clínica, pensando que nada têm em comum, os três homens acabam por perceber, com a ajuda do funcionário, que mantiveram uma relação com a mesma mulher, Manuela, e que ela lhes preparou um grande “teste à paternidade”!
Manuela decidiu ser mãe solteira e elege-os como possivéis pais, pedindo-lhes que entre os três decidam qual o dador que irá realizar o seu sonho.
As diferentes personalidades, profissões e valores (amor, dinheiro e saúde) destas três personagens originam uma hilariante discussão sobre a paternidade, uma verdadeira e caricata luta de espermatozóides à conquista de um óvulo!


"O Dia do Pai" em cena de quinta a sábado às 21h30 e domingos às 17h, na sala 1 do Teatro Mundial.

O preço dos bilhetes varia entre 17,50€ (plateia VIP) e 15€ (plateia normal).
Aos domingos temos um desconto especial, 12,50€ (plateia Vip) e 10€ (plateia normal).

Para mais informações: 21 412 17 97.

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Hoje foi um bom dia

E se fosse um filme, esta seria a banda sonora:

the innocence mission / brotherhood of man from LAMP on Vimeo.

chuva purpura

Gosto da versão de "Purple Rain" que os The White Birch fizeram (ouvir aqui). Curioso que, sendo uma versão mais simples e mais contida, consegue soar mais "feliz" que o original.

Completamente Idiota

mas eu gosto!

quinta-feira, 22 de maio de 2008

à espera

Já lá vai quase um mês e as traquitanas que mandámos de Portugal ainda não chegaram. Sinto muita falta da cafeteira, do computador bom (ando a usar o portatil velhinho), e do disco rigido que permite ver ficheiros video na tv. O cérebro coagula com falta destas coisitas.
Comer pão de cenoura ajuda. E o tapete novo que comprei por 15 euros deu um novo ânimo ao escritório.
E gosto de andar nos electricos e autocarros de oslo, desligado de todas as conversas, excepto coisas simples como mães que perguntam aos filhos: tens cocó? tens xixi?

domingo, 18 de maio de 2008

17 de Maio - 10 da noite

Ontem foi o dia nacional da Noruega. Atravessámos o fjord para visitar amigos e passámos a tarde a comer, a conversar e a ver como o céu mudava de manhã chuvosa para pôr de sol glorioso.
Era esta a luz, às 10 da noite.



domingo, 11 de maio de 2008

Passeio domingueiro - a Opera de Oslo

Neste momento em Oslo não há nada mais domingueiro do que ir dar um passeio ao telhado (?!) do novo edifício da ópera, acabadinho de inaugurar, mas ainda a precisar de umas obras. Por isso, lá fomos nós.
À parte de todas as escandaleiras que envolvem sempre edifícios destes (a minha favorita é a do mármore italiano do átrio que, ao chegar à Noruega, ganhou manchas amarelas que parecem mijo - ver foto), é uma obra imponente quando se está lá em cima. Como peça de arquitectura, tem sérias falhas: só é visualmente interessante de um lado e arrisca-se a tornar-se o edifício mais perigoso do mundo (está-se sempre a correr o risco de tropeçar ou escorregar no chão) mas tem muitos bons momentos e largar um miúdo por ali à solta é um ai Jesus.
Agora quero ir ver o auditório por dentro mas acho que vou ter de esperar até dezembro (O Morcego, de Strauss) ou Março de 2009 (Peter Grimes, de Benjamin Britten)










sexta-feira, 9 de maio de 2008

o bairro

Tenho um telemóvel novo. Tem foto, video e mp3, uma modernice fabulosa para quem só teve dois telemóveis na vida, ambos a preto e sem toques polifonicos. Eu tinha intenção de manter o que tinha, que já caiu ao chão milhares de vezes, foi nadar a uma piscina e continua vivo da silva, com a bateria a durar três dias mesmo depois de 5 anos de uso. Mas pronto, vida nova.
A comemorar o acontecimento, aqui vão umas fotos do meu bairro, tiradas com o dito telefone.

O parque de Sofienberg

Patinhos que perferem o asfalto quentinho ao rio turbulento com as aguas frias do degelo da primavera

O rio Aker (Akerselva)

A rua principal do bairro Gruneløkka

A vista da janela do meu quarto

quarta-feira, 7 de maio de 2008

sinal de vida

ok, uma rapidinha.
Depois de dias a lutar com a companhia que fornece a internet (leia-se, horas pendurado ao telefone), disseram-me que afinal havia uma falha na instalação e que o técnico só podia vir dia 28 para ver o caso.
Desespero.
Mas passado 5 minutos, sabe deus como, tinhamos net.
E então cá estou.
já passou uma semana (parece que foi ontem, parece que foi há meses) e finalmente a casa começa a tomar forma. Ante ontem frigorífico, ontem mesa, cadeiras e sofá, hoje piaçába e net, amanhã televisão. Depois de 4 dias em que o único móvel da casa era o colchão, estamos em êxtase.
Acordamos todos os dias às 5 da manhã porque ainda não temos cortinados e isto é um sotão. Luz fenomenal, mas se ja é quentinho agora, acho que no verão vai ser forno.
dias fantásticos em oslo, primavera em esplendor.
dedos todos feridos por caixas de cartão.
respirar fundo, ganhar folego. Isto vai valer a pena. Já está a valer a pena.

PS: na viagem para cá vim no mesmo avião que os Buraka Som Sistema. hoje vi no jornal que em agosto têm outro concerto cá. Curioso.

segunda-feira, 28 de abril de 2008

A minha rua


a partir de quarta-feira!!!

A festa do ate breve


Foi muito bom. Obrigado a todos!

domingo, 27 de abril de 2008

Mudança

O meu computador partiu para a Noruega antes que eu tivesse tempo de deixar aqui qualquer coisa escrita acerca da mudança. Eu vou para Oslo na quarta-feira e só estarei informatizado na semana seguinte, por isso, vai ficar a pairar por aqui um silencio.
Entretanto, agradeço a todo os que me têm desejado boa sorte para a próxima etapa de vida.
Aqui vou. Mais uma volta, mais uma corrida no carrocel.

terça-feira, 15 de abril de 2008

Boa noite

Esta noite sonhei em formato televisivo. Tive vários sonhos que apareciam vistos através de um televisor - um documentário, um sketch do Herman José e um video musical. Lembro-me que o sketch era qualquer coisa como o Herman José a imitar a Lara Li enquanto ensinava a podar uma árvore da borracha.
Se alguém souber interpretar sonhos deste calibre pode entrar em contacto, sff.

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Leituras

Estou a ler esta pequena maravilha de livro. Imaginemos o mundo tal como é, com a ligeira diferença de que há dragões que falam e se deixam montar por homens. Na época das invasões Napoleónicas, Laurence, capitão de um navio inglês, encontra um ovo de dragão, e dele nasce Temeraire. Juntos vão fazer parte do serviço de aviadores ao serviço do rei de inglaterra.
Peter Jackson comprou os direitos para o cinema e de certeza que vai sair daqui grande filme.
Curioso pormenor: o livro abre com vários capítulos passados na ilha da Madeira e no Funchal, mas, embora haja imensas referências aos espanhóis, aos franceses e aos ingleses, não aparece nem uma única vez uma referência a Portugal (e já vou a mais de meio do livro). Deve ser o mais alto nível de utopia - há dragões falantes mas não há Portugal!

Check up

Hoje o médico descobriu que a minha perna direita é mais curta que a esquerda. Meio centímetro, mas é a causa da curva da minha coluna.
De resto, recomendou-me que faça abdominais.

quarta-feira, 9 de abril de 2008

terça-feira, 8 de abril de 2008

Nos meus ouvidos esta semana, os Fleet Foxes


Em casa do Jan e do Kenneth:

Oslo - o regresso


A partir do próximo mês vou voltar a morar na Noruega. Estou contente.

quinta-feira, 27 de março de 2008

Entre, sff!


Estou a ler o romance sueco "Let the right one in". Foi o verdadeiro Skråmestø quem mo recomendou já há cerca de um ano e eu, que papo qualquer livro com vampiros, agarrei-me a ele assim que achei uma tradução em inglês.
Todas a críticas a este livro referem o modo inteligente e socialmente empenhado (!) como reinventa o papel do vampiro. Suponho que tenho de fazer o mesmo porque é verdade e é absolutamente notável. Lindquvist centra a sua acção num suburbio descaracterizado da contemporaniedade e, com um leque de personagens tipo - o rapaz que é gozado na escola, o desempregado alcoolico, a mãe solteira alienada dos filhos - contrói um crescendo de acção, que tem tanto de comovente como de sanguinolento.

Entretanto, soube hoje que a adaptação do livro ao cinema vai passar no festival IndieLisboa. O trailer deixa-me com algumas reticências... a começar pela personagem principal que, no livro, é descrito como sendo um rapaz moreno, feio e bastante gordo. No filme acabou por ficar com um ar assim para o angelical... E no livro ha certamente muita cabeça decepada, corpos esvaídos de sangue e em combustão, mas isso não distrai o leitor do importante. Num filme parece-me difícil perceber o amor que vai na cabeça de alguém que encosta um garrafão a um pescoço acabadinho de esfaquear.

O filme passa segunda 28 de Abril e Quinta 1 de Maio no São Jorge