Foi muito bonito o concerto dos Kings of Convenience ontem à noite na Aula Magna.
Se nós portugueses temos a patente mundial para a "saudade" então os noruegueses têm a patente do "Kos" (verbo: å kose; adjectivo: koselig)
Kos é algo aconchegante, que nos faz sentir bem, felizes, protegidos. É saber que o mundo é mau, agreste e cruel mas que as pessoas podem criar para si mesmas momentos de calma, descontração e felicidade. Os noruegueses são peritos nisso e o concerto de ontem à noite foi prova disso. Foi muito koselig.
Começou com os dois rapazitos a cantar com as suas guitarrinhas como se estivessem na sala lá de casa e acabou com o público a dançar no palco. Pelo meio trocaram-se declarações de amor e eles provaram como se podem fazer revoluções pacíficas e que não é preciso fazer muito barulho para se exprimir a alegria. Basta estalar os dedos e cantarolar uma canção, mesmo quando não se sabe a letra.
domingo, 30 de abril de 2006
quarta-feira, 26 de abril de 2006
gudbrandsdalsost
Ó alegria!
Chegou um quilo disto lá a casa.

"Isto" é o famoso queijo castanho da noruega, vulgo "brunost", ou, mais exactamente, "gudbrandsdalsost" (em tradução literal: queijo do vale do fogo de deus). Quem nunca o provou pode tomar nota na rubrica "coisas para fazer antes de morrer".
Chegou um quilo disto lá a casa.

"Isto" é o famoso queijo castanho da noruega, vulgo "brunost", ou, mais exactamente, "gudbrandsdalsost" (em tradução literal: queijo do vale do fogo de deus). Quem nunca o provou pode tomar nota na rubrica "coisas para fazer antes de morrer".
Mirrormask
Lá fui ao IndieLisboa ver o "Mirrormask" do Dave McKean e Neil Gaiman.
Começou por ser giro ver que a audiência era quase toda composta por pessoal da faculdade de Belas Artes. Senti-me um bocadito velho ao pensar que foi há exactamente 10 anos que saí de lá.
Quanto ao filme, a sensação foi um bocado parecida. É um filme datado. Embora tenha saído o ano passado teria tido muito mais impacto há 10 anos quando o Dave McKean era o rei do mundo da ilustração. Mas é claro, estas coisas levam muito tempo a fazer.
No geral, o filme é bom. Bastante melhor do que eu esperava.Há uma enorme consistência entre a história e o universo visual mas isso é porque o Dave e o Neil são almas gémeas que se auto-estimulam para terem orgasmos sincronizados.
O único problema da coisa é a música, com um saxofone armado em étnico ajudado por umas tablas armadas em jazzy cool que saltaram directamente de 1992 e tentam puxar o filme para o infantil quando é mais que sabido que as crianças que gostam de Dave McKean têm todas mais de 16 anos.
É curioso ver como há coisas que são tão o seu tempo e como o tempo dura cada vez menos. Este filme teria sido genial há 10 anos, mas chegou tarde. De qualquer maneira, ainda bem que chegou. São 2 horas visualmente inspiradas e inspiradoras. Daqui a uns 10 ou 20 anos, quando os anos 90 já estiverem com as fronteiras cronológicas mais diluídas, este filme provavelmente vai ser uma referencia incontornável e já deve ser possível disfrutar dele sem este saborzinho decepcionante de coisa fresca com prazo de validade expirado.
Começou por ser giro ver que a audiência era quase toda composta por pessoal da faculdade de Belas Artes. Senti-me um bocadito velho ao pensar que foi há exactamente 10 anos que saí de lá.
Quanto ao filme, a sensação foi um bocado parecida. É um filme datado. Embora tenha saído o ano passado teria tido muito mais impacto há 10 anos quando o Dave McKean era o rei do mundo da ilustração. Mas é claro, estas coisas levam muito tempo a fazer.
No geral, o filme é bom. Bastante melhor do que eu esperava.Há uma enorme consistência entre a história e o universo visual mas isso é porque o Dave e o Neil são almas gémeas que se auto-estimulam para terem orgasmos sincronizados.
O único problema da coisa é a música, com um saxofone armado em étnico ajudado por umas tablas armadas em jazzy cool que saltaram directamente de 1992 e tentam puxar o filme para o infantil quando é mais que sabido que as crianças que gostam de Dave McKean têm todas mais de 16 anos.
É curioso ver como há coisas que são tão o seu tempo e como o tempo dura cada vez menos. Este filme teria sido genial há 10 anos, mas chegou tarde. De qualquer maneira, ainda bem que chegou. São 2 horas visualmente inspiradas e inspiradoras. Daqui a uns 10 ou 20 anos, quando os anos 90 já estiverem com as fronteiras cronológicas mais diluídas, este filme provavelmente vai ser uma referencia incontornável e já deve ser possível disfrutar dele sem este saborzinho decepcionante de coisa fresca com prazo de validade expirado.
terça-feira, 25 de abril de 2006
cliche x2
Má sorte é apanhar com o mesmo cliché 2 dias de seguida:
"Le temps qui reste" de François Ozon (filme chato e previsível mas com uma boa representação de Melvil Poupaud (que me pareceu um tipo simpático a julgar pelas palavritas que (timidamente) troquei com ele no átrio do Forum Lisboa)
e
Episódio 2 da série 3 de "Nip/Tuck" (série que varia imprevisivelmente entre o bom e o muito mau)
Em ambos, um rapazito insatisfeito com a sua vida rapa o cabelo frente ao espelho da casa de banho.
No filme, o rapazito está na fase terminal do cancro e eu interpretei a cena como sendo demonstração da sua aceitação da morte. Algo como: tosquio-me porque sou um carneirinho que se auto-sacrifica.
Na série, o rapazito acabou de descobrir que durante 20 episódios namorou uma mulher que afinal era um homem e depois para se sentir mais macho foi procurar um travesti, deu-lhe porrada e foi para casa e rapou o cabelo.
O que achei irritante em ambas as cenas foi o seu uso descartável, limitando-se a explorar o factor choque da auto-imolação (que nem é assim tão grande porque a mesma cena já foi usada tantas vezes em tanta coisa).
É que na vida real, deprimente à séria é quando um tipo doente que vive sózinho, depois de lhe ter passado a nóia de rapar o cabelo frente ao espelho do lavatório, percebe que tem de limpar a porcaria que fez. É que aquelas máquinas mandam cabelinhos para todo o lado!!!
Já o outro da série, a mesma coisa. Demonstração de rebeldia era o pai dizer-lhe "limpa já essa porcaria que fizeste no lavatório" e ele responder "Não limpo nada, e quem és tu para me dares ordens?!". Não admira que seja um puto problemático, com pais que deixam para as empregadas domésticas cubanas (a série passa-se em Miami) a resolução dos verdadeiros problemas do dia a dia.
Só me lembro duas vezes em que esta cena da tosquia me tocou devidamente. Foi nos filmes "joana d'arc" de Carl Dryer e no "Alien 3" (onde, mesmo sendo uma referência oblíqua ao primeiro, ainda assim fazia sentido)
Entretanto, dado o avanço assustador das minhas entradas que já não permitem passar um mês sem cortar o cabelo, estou a considerar comprar um maquineta destas. Vou é usá-la na banheira com a cortina fechada e às terças de manhã, que não sou parvo. (A minha empregada doméstica ucraniana vem às terças.)
"Le temps qui reste" de François Ozon (filme chato e previsível mas com uma boa representação de Melvil Poupaud (que me pareceu um tipo simpático a julgar pelas palavritas que (timidamente) troquei com ele no átrio do Forum Lisboa)
e
Episódio 2 da série 3 de "Nip/Tuck" (série que varia imprevisivelmente entre o bom e o muito mau)
Em ambos, um rapazito insatisfeito com a sua vida rapa o cabelo frente ao espelho da casa de banho.
No filme, o rapazito está na fase terminal do cancro e eu interpretei a cena como sendo demonstração da sua aceitação da morte. Algo como: tosquio-me porque sou um carneirinho que se auto-sacrifica.
Na série, o rapazito acabou de descobrir que durante 20 episódios namorou uma mulher que afinal era um homem e depois para se sentir mais macho foi procurar um travesti, deu-lhe porrada e foi para casa e rapou o cabelo.
O que achei irritante em ambas as cenas foi o seu uso descartável, limitando-se a explorar o factor choque da auto-imolação (que nem é assim tão grande porque a mesma cena já foi usada tantas vezes em tanta coisa).
É que na vida real, deprimente à séria é quando um tipo doente que vive sózinho, depois de lhe ter passado a nóia de rapar o cabelo frente ao espelho do lavatório, percebe que tem de limpar a porcaria que fez. É que aquelas máquinas mandam cabelinhos para todo o lado!!!
Já o outro da série, a mesma coisa. Demonstração de rebeldia era o pai dizer-lhe "limpa já essa porcaria que fizeste no lavatório" e ele responder "Não limpo nada, e quem és tu para me dares ordens?!". Não admira que seja um puto problemático, com pais que deixam para as empregadas domésticas cubanas (a série passa-se em Miami) a resolução dos verdadeiros problemas do dia a dia.
Só me lembro duas vezes em que esta cena da tosquia me tocou devidamente. Foi nos filmes "joana d'arc" de Carl Dryer e no "Alien 3" (onde, mesmo sendo uma referência oblíqua ao primeiro, ainda assim fazia sentido)
Entretanto, dado o avanço assustador das minhas entradas que já não permitem passar um mês sem cortar o cabelo, estou a considerar comprar um maquineta destas. Vou é usá-la na banheira com a cortina fechada e às terças de manhã, que não sou parvo. (A minha empregada doméstica ucraniana vem às terças.)
sexta-feira, 21 de abril de 2006
cliche
Ontem a propósito do filme "Me and You and everyone we know" (muito recomendável, diga-se de passagem) lembrei-me de um pequeno momento da minha vida, de um dia em que me levantei cedíssimo em casa dos meus pais para apanhar um comboio. Enquanto comia o pequeno almoço, o sol levantava-se e pela janela da cozinha entrava uma bonita luz dourada. Nisto, lá fora, um passarinho vem pousar nas roseiras em flor da minha mãe e põe-se a pipilar muito feliz.
Foi a primeira e única vez que assisti a uma cena imortalizada em vários padrões de cortinados, serviços de chá e leques chineses. Ou seja, era um cliché da pirosada ao vivo e a cores.
Serviu esse momento para eu perceber como a representação artistica da realidade pode conspurcar a nossa percepção dessa mesma realidade. Porque, embora eu estivesse consciente da profunda e comovente beleza do passarinho cantor pousado na roseira estava também consciente de que toda uma cultura visual da humanidade me tinha condicionado para achar aquilo uma grande e ridícula pirosada.
Suponho que seja esse um dos grandes males da sociedade moderna, o facto de não se conseguir ter um experiência pura da realidade. Tudo nos chega revisto, reciclado, representado e eu tenho a impressão de que é preciso mais inocência para se enfrentar o mundo e viver como deve ser, caso contrário passa-se a vida prisioneiro do cinismo e da ironia.
Foi a primeira e única vez que assisti a uma cena imortalizada em vários padrões de cortinados, serviços de chá e leques chineses. Ou seja, era um cliché da pirosada ao vivo e a cores.
Serviu esse momento para eu perceber como a representação artistica da realidade pode conspurcar a nossa percepção dessa mesma realidade. Porque, embora eu estivesse consciente da profunda e comovente beleza do passarinho cantor pousado na roseira estava também consciente de que toda uma cultura visual da humanidade me tinha condicionado para achar aquilo uma grande e ridícula pirosada.
Suponho que seja esse um dos grandes males da sociedade moderna, o facto de não se conseguir ter um experiência pura da realidade. Tudo nos chega revisto, reciclado, representado e eu tenho a impressão de que é preciso mais inocência para se enfrentar o mundo e viver como deve ser, caso contrário passa-se a vida prisioneiro do cinismo e da ironia.
quarta-feira, 19 de abril de 2006
Divida de Imaginario
Esta noite sonhei com uma planície e, quando acordei, tentei lembrar-me de onde é que aquela paisagem me era familiar. Só depois de espremer muito o cérebro é que me lembrei que era uma paisagem imaginada por mim num livro dos cinco, mais exactamente, "Os cinco e o comboio fantasma".
Fiquei um bocadito na cama a apreciar o quentinho do édredon, o quentinho do namorado e a desabitual falta de pressa de ir trabalhar e pensei na Enid Blyton. É sem dúvida a escritora de quem li mais livros. Vejamos:
Colecção Os cinco: 21 volumes
Colecção Os sete: 15 (?) volumes
Colecção Mistério: 17 (?) volumes
Colecção A aventura: 7 (?) volumes
Colecção O segredo: 7(?) volumes
Colecção O Mistério (esta é aquela em que um dos meninos tinha uma macaca chamada Miranda): 5 (?) volumes
Colecção o Colégio de Santa Clara: 6 volumes
Colecção o Colégio das 4 torres: 6 volumes
Mais alguns títulos avulso.
Mais os livros do Nodi.
Dá à volta de 70 livros, mais coisa menos coisa. Isto os que eu li.
Acho que devo muito à senhora Enid Blyton. Devia-me lembrar mais vezes dela.
De qualquer maneira, tem o meu respeito e veneração eterna.
PS: Depois de escrever isto fiz o meu Enid Blyton top 5
1- A aventura no Circo
2- O segredo das grutas de Spiggy
3- Os cinco e a Ciganita
4- O segredo do Castelo de Lua
5- O mistério da torre assombrada
...e olhando para este top cinco facilmente concluo que o que me fascina são livros com castelos e/ou passagens secretas. Hummm.....
Fiquei um bocadito na cama a apreciar o quentinho do édredon, o quentinho do namorado e a desabitual falta de pressa de ir trabalhar e pensei na Enid Blyton. É sem dúvida a escritora de quem li mais livros. Vejamos:
Colecção Os cinco: 21 volumes
Colecção Os sete: 15 (?) volumes
Colecção Mistério: 17 (?) volumes
Colecção A aventura: 7 (?) volumes
Colecção O segredo: 7(?) volumes
Colecção O Mistério (esta é aquela em que um dos meninos tinha uma macaca chamada Miranda): 5 (?) volumes
Colecção o Colégio de Santa Clara: 6 volumes
Colecção o Colégio das 4 torres: 6 volumes
Mais alguns títulos avulso.
Mais os livros do Nodi.
Dá à volta de 70 livros, mais coisa menos coisa. Isto os que eu li.
Acho que devo muito à senhora Enid Blyton. Devia-me lembrar mais vezes dela.
De qualquer maneira, tem o meu respeito e veneração eterna.
PS: Depois de escrever isto fiz o meu Enid Blyton top 5
1- A aventura no Circo
2- O segredo das grutas de Spiggy
3- Os cinco e a Ciganita
4- O segredo do Castelo de Lua
5- O mistério da torre assombrada
...e olhando para este top cinco facilmente concluo que o que me fascina são livros com castelos e/ou passagens secretas. Hummm.....
segunda-feira, 17 de abril de 2006
De volta a vida
Hoje acordei e parecia que era eu de novo.
Durante a manhã até ouvi música
Durante a tarde até me apercebi que vai haver um concerto dos Piano Magic no Santiago Alquimista dia 28 de Abril.
O mundo desabrocha novamente à minha volta e já não estou imerso em formatação de textos.
Outro dia um amigo meu disse-me que estava feliz por já não ser designer. Eu percebi-o perfeitamente.
Durante a manhã até ouvi música
Durante a tarde até me apercebi que vai haver um concerto dos Piano Magic no Santiago Alquimista dia 28 de Abril.
O mundo desabrocha novamente à minha volta e já não estou imerso em formatação de textos.
Outro dia um amigo meu disse-me que estava feliz por já não ser designer. Eu percebi-o perfeitamente.
segunda-feira, 27 de março de 2006
Dave Mckean no IndieLisboa
A primeira coisa que me saltou aos olhos da programação do IndieLisboa - festival de cinema independente de lisboa foi o filme do Dave McKean (Sandman - Mr. Punch - Mirrors - etc...) com argumento do Neil Gaiman e criaturas do workshop do Jim Hanson.
Passa dia 20 de Abril no King3 às 21h30 e no dia 26 de Abril às 18h30 no Forum Lisboa.
Não sei se é bom ou mau mas é certamente um festim para os olhos.
Passa dia 20 de Abril no King3 às 21h30 e no dia 26 de Abril às 18h30 no Forum Lisboa.
Não sei se é bom ou mau mas é certamente um festim para os olhos.
quarta-feira, 22 de março de 2006
mote para as proximas semanas
Não há fome que não dê em fartura.
...isto a propósito da quantidade de trabalho que tenho. Ao que parece em Portugal faz-se tudo de Março a Maio e de Outubro a Novembro. (Pelo meio é o Verão e o Natal.)
...isto a propósito da quantidade de trabalho que tenho. Ao que parece em Portugal faz-se tudo de Março a Maio e de Outubro a Novembro. (Pelo meio é o Verão e o Natal.)
segunda-feira, 20 de março de 2006
mudança
Lá por casa aproveitou-se o fim de semana e o embalo de duas margaritas para se mudar a televisão da sala para o sotão, que era projecto adiado há quase 3 anos. É incrível como pequenas coisas como esta conseguem transmitir a sensação de que se está a começar uma nova fase de vida.
quinta-feira, 16 de março de 2006
proposta de lei
Ontem ocorreu-me que, tendo em conta que os partidos de esquerda andam todos contentes com aquela proposta de ter 50% de mulheres na política, os partidos de direita deviam aproveitar para propor uma lei que não permitisse mais de 10% de homossexuais.
Teoricamente, seria uma proposta que eles gostariam de fazer e com argumentos tão genuinos, parvos e inatacáveis como os que a esquerda arranja. A chatice é que se ambas as leis fossem aprovadas, os partidos de direita provavelmente ficariam às moscas...
Teoricamente, seria uma proposta que eles gostariam de fazer e com argumentos tão genuinos, parvos e inatacáveis como os que a esquerda arranja. A chatice é que se ambas as leis fossem aprovadas, os partidos de direita provavelmente ficariam às moscas...
terça-feira, 14 de março de 2006
Outro contexto
Roubei esta imagem no blog "O Abrupto". É um saco da cadeia de livrarias Waterstones.

Para quem é está tudo bem, mas aposto que o Jerry Seinfeld nunca foi à Rua do Carmo e à Rua Garrett onde se acham livrarias com tromboses evidentes.
Continuo a preferir o saco que me deram numa livraria da Cidade do México, amarelo berrante com enormes letras pretas que diziam: "Não me roubes, só trago livros!". Acho que é uma frase muito optimista porque parte do princípio que o potencial ladrão sabe ler...
Para quem é está tudo bem, mas aposto que o Jerry Seinfeld nunca foi à Rua do Carmo e à Rua Garrett onde se acham livrarias com tromboses evidentes.
Continuo a preferir o saco que me deram numa livraria da Cidade do México, amarelo berrante com enormes letras pretas que diziam: "Não me roubes, só trago livros!". Acho que é uma frase muito optimista porque parte do princípio que o potencial ladrão sabe ler...
antes de adormecer
D - Achas que a alma precisa do corpo para existir?
B - Não necessáriamente.
D - Mas se a alma anima o corpo e se o corpo é a morada da alma, será que a alma pode continuar a pensar e a ter memória quando o cérebro já não existe?
B - Talvez, lembras-te daqueles computadores que não tinham memória ROM e funcionavam só com duas disquetes?
D - Sim, e os ZX Spectrum, com uma cassete.
B - Talvez a alma seja só energia, electrões e coisas dessas aos pulos que depois quando o cérebro deixa de funcionar, vão continuando a pular pelo universo fora e a identidade é o padrão dos pulos dos electrões.
D - É isso que achas que vai acontecer connosco quando morrermos?
B - Não, eu acho que nos vamos transformar em duas cabecinhas com asas que continuam a tagarelar no limbo.
D - Mas imagina que morrias, o teu coração parava e orgãos deixavam todos de funcionar, ou seja, a tal energia deixava de ser produzida. Será que se depois, artificialmente, enviasses energia ao corpo para pôr tudo a funcionar outra vez, será que o teu cérebro ainda produzia a mesma identidade?
B - Uma coisa género Frankenstein?
D - Sim, mas com um corpo inteiro em vez de bocadinhos agrafados.
B - Mas isso tinha de ser logo a seguir à morte, antes que o corpo se deteriorasse...
D - Imagina que morrias, género tinhas um ataque cardíaco e caias para o lado. Eras congelado e passado dois anos vinham uns cientistas com um raio que te descongelava e punha o corpo a funcionar outra vez. Achas que era a mesma pessoa que tinha morrido que voltava?
B - Isso havia de ser tétrico. E se eu voltasse a falar chinês? Era a mesma pessoa mas falava chinês?
D - E mandavam uns médicos e psicólogos perguntar-te se te lembravas quem eras.
B - Provavelmente tinha umas histórias de túneis de luz para contar. Ah, e tinha uma mensagem do Além para a humanidade!
D - O que é que dizias?
B - Se calhar qualquer coisa como: "A Virgem Maria mandou dizer que é para lhe construirem uma capelinha ali!" e apontava para trás deles e quando eles se virassem eu batia as botas outra vez e havia uma grande discussão para decidir o sitio certo para onde eu tinha apontado.
D- Sim! E depois eles perguntavam-me se eu queria que eles te reanimassem outra vez e eu dizia-lhes: "Obrigado, mas acho que não vale a pena."
B - Não necessáriamente.
D - Mas se a alma anima o corpo e se o corpo é a morada da alma, será que a alma pode continuar a pensar e a ter memória quando o cérebro já não existe?
B - Talvez, lembras-te daqueles computadores que não tinham memória ROM e funcionavam só com duas disquetes?
D - Sim, e os ZX Spectrum, com uma cassete.
B - Talvez a alma seja só energia, electrões e coisas dessas aos pulos que depois quando o cérebro deixa de funcionar, vão continuando a pular pelo universo fora e a identidade é o padrão dos pulos dos electrões.
D - É isso que achas que vai acontecer connosco quando morrermos?
B - Não, eu acho que nos vamos transformar em duas cabecinhas com asas que continuam a tagarelar no limbo.
D - Mas imagina que morrias, o teu coração parava e orgãos deixavam todos de funcionar, ou seja, a tal energia deixava de ser produzida. Será que se depois, artificialmente, enviasses energia ao corpo para pôr tudo a funcionar outra vez, será que o teu cérebro ainda produzia a mesma identidade?
B - Uma coisa género Frankenstein?
D - Sim, mas com um corpo inteiro em vez de bocadinhos agrafados.
B - Mas isso tinha de ser logo a seguir à morte, antes que o corpo se deteriorasse...
D - Imagina que morrias, género tinhas um ataque cardíaco e caias para o lado. Eras congelado e passado dois anos vinham uns cientistas com um raio que te descongelava e punha o corpo a funcionar outra vez. Achas que era a mesma pessoa que tinha morrido que voltava?
B - Isso havia de ser tétrico. E se eu voltasse a falar chinês? Era a mesma pessoa mas falava chinês?
D - E mandavam uns médicos e psicólogos perguntar-te se te lembravas quem eras.
B - Provavelmente tinha umas histórias de túneis de luz para contar. Ah, e tinha uma mensagem do Além para a humanidade!
D - O que é que dizias?
B - Se calhar qualquer coisa como: "A Virgem Maria mandou dizer que é para lhe construirem uma capelinha ali!" e apontava para trás deles e quando eles se virassem eu batia as botas outra vez e havia uma grande discussão para decidir o sitio certo para onde eu tinha apontado.
D- Sim! E depois eles perguntavam-me se eu queria que eles te reanimassem outra vez e eu dizia-lhes: "Obrigado, mas acho que não vale a pena."
quinta-feira, 9 de março de 2006
viagem ao meu inconsciente
Esta noite sonhei com ilhas. Ao princípio estava nos Açores mas depois andava pular de ilha em ilha em direcção ao mediterrâneo até que, algures perto da costa da Tunísia, o despertador me acordou.
Chegado ao escritório apeteceu-me consultar um site com um dicionário de sonhos:
Island - Conscience not clear. Solitude. Escape. Need for space and privacy.
Estas coisas às vezes batem assustadoramente certas.
Chegado ao escritório apeteceu-me consultar um site com um dicionário de sonhos:
Island - Conscience not clear. Solitude. Escape. Need for space and privacy.
Estas coisas às vezes batem assustadoramente certas.
segunda-feira, 6 de março de 2006
Óscares
Entre o George e Jake eu se calhar também escolhia o George... mas ainda bem que não me pedem para escolher.
Parabéns, senhor Clooney!
Parabéns, senhor Clooney!
Colossal
Ainda estou de queixo caído. Passei o fim de semana a jogar o fenomenal "Shadow of the Colossus", o novo jogo para a Playstation dos mesmos criadores do "Ico". (Aliás, incialmente este jogo era suposto ser o "Ico2" mas saiu-lhes outra coisa e ainda bem.)
Embora se passe no mesmo universo, "Shadow of the Colossus" é um conceito de jogo completamente diferente de "Ico".
Basicamente, consiste em localizar e matar colossos (seres gigantescos meio animal, meio máquina) a fim de lhes retirar os poderes para que depois possamos resuscitar a nossa linda namorada que nos morreu logo no início do jogo. A premissa é básica, mas o desenvolvimento é genial.
Toda a gente conhece aqueles jogos em que se vai matando uns monstrinhos a toda a hora e depois, no final do jogo, há um bicharoco grande que já podemos matar com todos os superpoderes e bazukas que se encontrou pelo caminho. Mas este jogo é um bocadinho ao contrário. Temos sempre e apenas uma espada e um arco com flechas e os monstros são sempre enormes, gigantescos, como se fossem fortalezas ambulantes a que temos de montar cerco, invadir e minar por dentro. É como se nós fossemos um mosquito a tentar matar um elefante. Ou seja, é como se estivéssemo sempre no "último nível".
E a primeira reacção quando se vê qualquer dos colossos pela primeira vez é: "Meu deus!" e depois: "Isto é impossível" e depois, quando ele vem atrás de nós: "Ai, mãezinha!!".
É muito curioso porque este jogo deve ser o primeiro a explorar o instinto básico que imagino esteja por trás de coisas como a tourada. É preciso ter tomates para nos chegarmos ao pé de um monstrego que nos pode fazer em fanicos a qualquer momento, trepar-lhe pela perna acima e espetar-lhe um palito (a nossa espada) no joelho. E sentirmo-nos os reis do mundo quando a coisa cai, faz tremer a terra e nós nos aguentámos lá em cima, agarrados a um pêlo.
Depois há a beleza visual do jogo. A música lindíssima. O nosso belo cavalo negro. A desesperada e nostálgica poesia da morte e da desolação.
Resumindo: é uma obra de arte. Definitivamente, jogos de computador podem ser - já são - obras de arte. Talvez até as mais fascinantes de todas porque podemos fazer parte delas.

http://www.shadowofthecolossus.com/
http://www.icothegame.com/
Embora se passe no mesmo universo, "Shadow of the Colossus" é um conceito de jogo completamente diferente de "Ico".
Basicamente, consiste em localizar e matar colossos (seres gigantescos meio animal, meio máquina) a fim de lhes retirar os poderes para que depois possamos resuscitar a nossa linda namorada que nos morreu logo no início do jogo. A premissa é básica, mas o desenvolvimento é genial.
Toda a gente conhece aqueles jogos em que se vai matando uns monstrinhos a toda a hora e depois, no final do jogo, há um bicharoco grande que já podemos matar com todos os superpoderes e bazukas que se encontrou pelo caminho. Mas este jogo é um bocadinho ao contrário. Temos sempre e apenas uma espada e um arco com flechas e os monstros são sempre enormes, gigantescos, como se fossem fortalezas ambulantes a que temos de montar cerco, invadir e minar por dentro. É como se nós fossemos um mosquito a tentar matar um elefante. Ou seja, é como se estivéssemo sempre no "último nível".
E a primeira reacção quando se vê qualquer dos colossos pela primeira vez é: "Meu deus!" e depois: "Isto é impossível" e depois, quando ele vem atrás de nós: "Ai, mãezinha!!".
É muito curioso porque este jogo deve ser o primeiro a explorar o instinto básico que imagino esteja por trás de coisas como a tourada. É preciso ter tomates para nos chegarmos ao pé de um monstrego que nos pode fazer em fanicos a qualquer momento, trepar-lhe pela perna acima e espetar-lhe um palito (a nossa espada) no joelho. E sentirmo-nos os reis do mundo quando a coisa cai, faz tremer a terra e nós nos aguentámos lá em cima, agarrados a um pêlo.
Depois há a beleza visual do jogo. A música lindíssima. O nosso belo cavalo negro. A desesperada e nostálgica poesia da morte e da desolação.
Resumindo: é uma obra de arte. Definitivamente, jogos de computador podem ser - já são - obras de arte. Talvez até as mais fascinantes de todas porque podemos fazer parte delas.

http://www.shadowofthecolossus.com/
http://www.icothegame.com/
sexta-feira, 3 de março de 2006
034 - Os Herdeiros
Pouco depois a minha mãe telefonou, tinha mesmo ido ao cinema, mas a tia Júlia, explicou-nos, tinha ido visitar uma amiga.
“Que amiga?”
“Não sei. Alguém que lhe telefonou e ela resolveu ir de visita, já que vocês não estavam.”
“E vai ficar fora esta noite?”
“Foi isso que eu entendi.”
“Mas quem é essa amiga?”
“António, pareces a mãe da tia Júlia. Não sei! Não perguntei.”
“Mas se fosse eu tinhas perguntado.”
“Eu sou tua mãe. É o meu dever.”
“Eu vou dormir aqui esta noite, para o Jaime não ficar sózinho.”
“Já jantaram?”
“Estás a perguntar isso porque te preocupas ou porque é o teu dever?”
“Não te armes em esperto. Já jantaram?”
“Que amiga?”
“Não sei. Alguém que lhe telefonou e ela resolveu ir de visita, já que vocês não estavam.”
“E vai ficar fora esta noite?”
“Foi isso que eu entendi.”
“Mas quem é essa amiga?”
“António, pareces a mãe da tia Júlia. Não sei! Não perguntei.”
“Mas se fosse eu tinhas perguntado.”
“Eu sou tua mãe. É o meu dever.”
“Eu vou dormir aqui esta noite, para o Jaime não ficar sózinho.”
“Já jantaram?”
“Estás a perguntar isso porque te preocupas ou porque é o teu dever?”
“Não te armes em esperto. Já jantaram?”
quarta-feira, 1 de março de 2006
033 - Os Herdeiros
Deixei um recado à minha mãe, “Já voltámos, estou em casa do Jaime.”, e corri para lá.
Ele estava na sala, com a televisão ligada em altos berro e as luzes da casa todas acesas. Quando entrei levantou apenas os olhos para confirmar que era eu e deixou-se ficar enterrado no sofá a ver os anúncios.
“Então? O que é que foi?”
“Nada. Não me apetecia estar sózinho.”
Eu olhei em volta. As luzes estavam mesmo todas acesas. Fui até ao fundo do corredor e comecei a apagá-las. O quarto da tia Júlia, o quarto do Jaime, o quarto de hóspedes, a casa de banho, a cozinha, a despensa, o corredor. E na sala apaguei a luz forte do tecto porque os candeeiros das mesas e atrás do sofá também estavam acesos. Depois sentei-me ao lado dele, que continuava com os olhos pregados no écran e fingia não reparar no que eu estava a fazer. Peguei no controle remoto e baixei o som. Ficámos a ver a quarta parte de um filme idiota com o Van Damme que aparecera para interromper os anúncios. Meia hora depois ele continuava sem dizer palavra e eu estava farto daquilo.
“Conta-me o que se passou ou dou-te um murro.”
Isso pelo menos pô-lo a sorrir. Mas foi só um segundo.
“Eu tinha começado a tirar coisas da mochila quando ainda vinha a subir a escada para encontrar as chaves. Por isso entrei em casa com montes de coisas nas mãos e não acendi a luz. Pensei que a vó Júlia estivesse no quarto dela, que se tivesse deitado mais cedo ou qualquer coisa assim. Fui lá para lhe dizer que tinhamos voltado mais cedo, mas o quarto estava às escuras. Primeiro pensei que ela estivesse a dormir, mas depois vi que a cama estava feita… mas sabes… eu senti… não sei… uma presença, como se ela estivesse mesmo lá... Acendi a luz mas não vi nada. E fui espreitar debaixo da cama e dentro do armário, feito parvo. Não sei porque fiz isso.
Depois foi na casa de banho. Estava a lavar a cara e quando me olhei ao espelho tive uma sensação estranhíssima. Foi como se tivesse olhado para outra pessoa. Era eu, sabes?, o meu reflexo no espelho, mas era como se a minha cara não me pertencesse. Foi mais como… não sei, como olhar por uma janela. E o reflexo do espelho era mais real do que eu. Percebes o que quero dizer?”
“Não.”
Ele não disse mais nada.
“Foi só isso?”, perguntei eu.
“Eu sabia que ias achar estúpido.”
“Mas foi mesmo só isso? Não viste nada…sei lá… mais estranho?”
“Não. Não vi nenhum fantasma.”
Ficámos a olhar um para o outro muito sérios até nos termos de começar a rir da nossa seriedade.
“Achas que a vó Júlia e a tua mãe foram ao cinema?”
“Sim. Aproveitaram não estarmos cá para irem ver o novo filme do Van Damme.”
“És tão parvo.”, disse ele. Pegou no controle da televisão e apagou-a. Não dissémos mais nada durante um bocado. Eu olhava para ele. Ele olhava em frente para lado nenhum.
“Mas a sério, António, foi como se o meu corpo não me pertencesse.”
Ele estava na sala, com a televisão ligada em altos berro e as luzes da casa todas acesas. Quando entrei levantou apenas os olhos para confirmar que era eu e deixou-se ficar enterrado no sofá a ver os anúncios.
“Então? O que é que foi?”
“Nada. Não me apetecia estar sózinho.”
Eu olhei em volta. As luzes estavam mesmo todas acesas. Fui até ao fundo do corredor e comecei a apagá-las. O quarto da tia Júlia, o quarto do Jaime, o quarto de hóspedes, a casa de banho, a cozinha, a despensa, o corredor. E na sala apaguei a luz forte do tecto porque os candeeiros das mesas e atrás do sofá também estavam acesos. Depois sentei-me ao lado dele, que continuava com os olhos pregados no écran e fingia não reparar no que eu estava a fazer. Peguei no controle remoto e baixei o som. Ficámos a ver a quarta parte de um filme idiota com o Van Damme que aparecera para interromper os anúncios. Meia hora depois ele continuava sem dizer palavra e eu estava farto daquilo.
“Conta-me o que se passou ou dou-te um murro.”
Isso pelo menos pô-lo a sorrir. Mas foi só um segundo.
“Eu tinha começado a tirar coisas da mochila quando ainda vinha a subir a escada para encontrar as chaves. Por isso entrei em casa com montes de coisas nas mãos e não acendi a luz. Pensei que a vó Júlia estivesse no quarto dela, que se tivesse deitado mais cedo ou qualquer coisa assim. Fui lá para lhe dizer que tinhamos voltado mais cedo, mas o quarto estava às escuras. Primeiro pensei que ela estivesse a dormir, mas depois vi que a cama estava feita… mas sabes… eu senti… não sei… uma presença, como se ela estivesse mesmo lá... Acendi a luz mas não vi nada. E fui espreitar debaixo da cama e dentro do armário, feito parvo. Não sei porque fiz isso.
Depois foi na casa de banho. Estava a lavar a cara e quando me olhei ao espelho tive uma sensação estranhíssima. Foi como se tivesse olhado para outra pessoa. Era eu, sabes?, o meu reflexo no espelho, mas era como se a minha cara não me pertencesse. Foi mais como… não sei, como olhar por uma janela. E o reflexo do espelho era mais real do que eu. Percebes o que quero dizer?”
“Não.”
Ele não disse mais nada.
“Foi só isso?”, perguntei eu.
“Eu sabia que ias achar estúpido.”
“Mas foi mesmo só isso? Não viste nada…sei lá… mais estranho?”
“Não. Não vi nenhum fantasma.”
Ficámos a olhar um para o outro muito sérios até nos termos de começar a rir da nossa seriedade.
“Achas que a vó Júlia e a tua mãe foram ao cinema?”
“Sim. Aproveitaram não estarmos cá para irem ver o novo filme do Van Damme.”
“És tão parvo.”, disse ele. Pegou no controle da televisão e apagou-a. Não dissémos mais nada durante um bocado. Eu olhava para ele. Ele olhava em frente para lado nenhum.
“Mas a sério, António, foi como se o meu corpo não me pertencesse.”
Coisas Infelizes
As estações do metro de Lisboa acordaram hoje inundadas de anúncios ao FIFA Street 2, um jogo de futebol para a Playstation 2 que mexe um bocadito com o nosso orgulho nacional por ostentar na capa (numa excelente ilustração) o giraço do Ronaldo.

À partida não tenho nada contra o jogo. Não o vi, não o joguei e nem sequer tenho interesse em o ver ou jogar. Mas achei bastante infeliz a frase promocional que é qualquer coisa como "Faz da bola a tua arma de humilhação".
Mas que raio quer a frase dizer? Que o futebol é um desporto em que o objectivo é humilhar o adversário? Que estar na rua significa ter de andar armado? etc...
Não consigo concluir se a frase é idiota ou apenas assustadoramente realista.
De qualquer maneira, tendo em conta os "Valores" que promove, acho que o Ronaldinho e a FIFA deviam ter vergonha e mover um processo contra o pessoal da agência de publicidade e directores de marketing da produtora do jogo e aproveitar para lhes extorquir uma pipa de massa (de que não devem precisar mas que dá sempre jeito). Ou então convidá-los para um jogo de futebol e humilhá-los com a bola, que bem merecem.

À partida não tenho nada contra o jogo. Não o vi, não o joguei e nem sequer tenho interesse em o ver ou jogar. Mas achei bastante infeliz a frase promocional que é qualquer coisa como "Faz da bola a tua arma de humilhação".
Mas que raio quer a frase dizer? Que o futebol é um desporto em que o objectivo é humilhar o adversário? Que estar na rua significa ter de andar armado? etc...
Não consigo concluir se a frase é idiota ou apenas assustadoramente realista.
De qualquer maneira, tendo em conta os "Valores" que promove, acho que o Ronaldinho e a FIFA deviam ter vergonha e mover um processo contra o pessoal da agência de publicidade e directores de marketing da produtora do jogo e aproveitar para lhes extorquir uma pipa de massa (de que não devem precisar mas que dá sempre jeito). Ou então convidá-los para um jogo de futebol e humilhá-los com a bola, que bem merecem.
Subscrever:
Mensagens (Atom)
