Estou doente há mais de uma semana. Ainda não percebi se é gripe ou constipação, mas uma dessas será. E apesar de me sentir mal à brava há um prazerzito secreto em ter uma desculpa para me enterrar na cama e simular a hibernação.
Quero férias na cama com um bom livro!!! É para isso que serve o inverno, o frio e o mau tempo!!
A chatice é a minha consciência, que me obriga a trabalhar mesmo nos dias em que tenho ficado em casa. Como é que o mundo funcionava antes dos computadores portáteis e da internet??
sexta-feira, 18 de novembro de 2005
quarta-feira, 16 de novembro de 2005
truques de luz
Em frente à janela do meu escritório há um prédio banalíssimo, mas esta tarde o sol está a bater numa das varandas e, por momentos, a luz reflectiu-se de lá para cá e fez-me levantar os olhos do écran do computador. Assenti, tal como os ramos do jacarandá, a meio da rua, concordando com a beleza.
Noites selvagens
Um amigo meu foi assaltado e agredido ontem à noite quando saiu sozinho de um bar gay em Zagreb, na Croácia. Ao que parece há por lá um gang que habitualmente espera que alguém saia sozinho desse bar para exercer um pouco de violência, coisa que o meu amigo turista desconhecia e alguém se esqueceu de o avisar...
Há cerca de um mês, outro turista, conhecido de um amigo meu aqui em Lisboa, foi para os copos no bar Portas Largas. O que se passou depois de lá ter entrado é um branco total. Alguém lhe pôs qualquer coisa na bebida e ele acordou no dia seguinte no quarto do seu hotel, mas tinham-lhe roubado tudo. Voltou ao bar para perguntar se se lembravam de o ter visto por lá e ficou a saber que não era o primeiro a quem tal acontecia...
Há cerca de um mês, outro turista, conhecido de um amigo meu aqui em Lisboa, foi para os copos no bar Portas Largas. O que se passou depois de lá ter entrado é um branco total. Alguém lhe pôs qualquer coisa na bebida e ele acordou no dia seguinte no quarto do seu hotel, mas tinham-lhe roubado tudo. Voltou ao bar para perguntar se se lembravam de o ter visto por lá e ficou a saber que não era o primeiro a quem tal acontecia...
terça-feira, 15 de novembro de 2005
aberraçoes modernas
Uma das maravilhas da tecnologia é pôr na mão do mais comum dos mortais os meios com que concretizar os seus caprichos artísticos. Este fim de semana, graças ao Garageband, criei um "maravilhoso" momento musical a partir de um poema de T.S. Eliot recitado pelo mesmo e uma música pirosérrima de Azis (a superstar (agora cometa) búlgara). A técnica do corta e cola permite estas pequenas aberrações que surpreendem. De alguma maneira isto faz sentido e soa bem. Infelizmente, devido á lei dos direitos de autor, não posso partilhar a coisa sem ser submetido a alguns processos judiciais. ...mas nada me impede de dar a ouvir aos amigos, assim como assim, esses já sabem que às vezes sou dado a estes desvarios...
a espera de Fevereiro

Os criadores do fenomenal jogo de Playstation "Ico" andam há mais de cinco anos à volta de "Shadow of the colossus".
É suposto ser lançado em Fevereiro de 2006 e há quase um ano que rodam trailers pela net que fazem os fãs de "Ico" salivar profusamente. Dizem os críticos sortudos que já meteram a mão na demo que é o mais próximo de uma experiência mística que se pode ter com uma playstation. Eu fui ver o novo site do jogo (http://www.shadowofthecolossus.com/) e também estou todo húmido... ò pessoal, despachem-se lá com isso!!!
quarta-feira, 9 de novembro de 2005
Momentos de grande televisao

De facto, cada vez mais a televisão é um sitio onde passam alguns programas no intervalo dos anuncios. Por ser anormalmente desprovido de tvCabo, a minha glamourosa Bang & Olufsen só apanha os 4 canaizitos da ordem e todos com chuva. Assim sendo, televisão é uma coisa que vejo por alguns minutos, antes de ligar a playstation.
Ontem, calhou-me ver um anuncio no segundo canal: Um gajo podre de bom em cuecas amarelas atravessa um apartamento modernaço e, sem ligar peva a uma miúda com o cio que se espoja num sofa, vai à varanda, coça o rabo (em grande plano), coça os frontais e cospe para o chão.
Isto sim é grande televisão! Fiquei tão atordoado com o gajo podre de bom e o grande plano das suas nádegas dentro de cuecas amarelas que levei uns bons minutos até perceber que era um anuncio anti-tabaco (uma nobre causa). Pensando bem, o anuncio não faz sentido nenhum e é a coisa mais estúpida que vi nos ultimos tempos. A frase pay-off era tão ridícula que nem me lembro dela. Mas estarei eu preocupado com isso?... O anuncio funciona perfeitamente em mim porque me cola ao écrán e podem ter a certeza que não será aos 32 anos que começarei a fumar. Viva a publicidade institucional do segundo canal!!!
PS_ depois de breve pequisa na net: os videos da campanha (afinal são 3!) estão disponíveis aqui:
http://cardiologia.browser.pt/PrimeiraPagina.aspx?ID_Conteudo=127
terça-feira, 8 de novembro de 2005
Monumentos
Ando obcecado com comida. Uma das minhas alegrias mais recentes foi descobrir umas bolachinhas de água e sal a que a fábrica junta azeite, azeitonas e oregãos. São tão boas que quase apetece escrever uma carta de agradecimento a quem inventou tal receita. Coisas destas podem começar cultos, religiões, impérios, civilizações. Mereciam pelo menos um monumento.
É que se se fazem monumentos para lembrar pessoas deviamos lembrar-nos também da comida que faz a nossa cultura. No Alentejo, por exemplo, bem se podiam fazer uns monumentos ao queijo (em Nisa), ao vinho (em Borba), aos coentros, etc.... Em Belém, já era altura de se erguer algo em louvor ao Pastel de Nata ali no meio dos navegadores e dos vice-reis da ìndia!
Nisto há alturas em que percebo perfeitamente os americanos. Se eu consigo manter uma cintura minimamente apresentável é por felizmente viver num país livre de donuts:
É que se se fazem monumentos para lembrar pessoas deviamos lembrar-nos também da comida que faz a nossa cultura. No Alentejo, por exemplo, bem se podiam fazer uns monumentos ao queijo (em Nisa), ao vinho (em Borba), aos coentros, etc.... Em Belém, já era altura de se erguer algo em louvor ao Pastel de Nata ali no meio dos navegadores e dos vice-reis da ìndia!
Nisto há alturas em que percebo perfeitamente os americanos. Se eu consigo manter uma cintura minimamente apresentável é por felizmente viver num país livre de donuts:
Muda-se o ser, muda-se a confiança
Ontem à noite, lá em casa, estivemos a ver os documentários "making of" da série "Nip/tuck". Para além de ter ficado espantado com a lucidez dos actores, realizador e escritores (não admira que a série seja boa) alguém referiu a certo ponto que os Estados Unidos são um país obcecado com a mudança pessoal e que, sendo tão difícil fazer mudanças no interior, se passou a tentar compensar isso com mudanças corporais, seja simplesmente através de exercício físico ou, mais radicalmente, com cirurgias plásticas.
Isto lembrou-me um comentário que tinha lido há pouco tempo num forum sobre livros em que alguém dizia que os livros que lhe agradavam eram os livros em que as personagens mudavam, alteravam o seu comportamento (sempre para "melhor", refira-se).
E de facto, olhando para uma grande maioria da ficção que consumo, que vem também na sua maior parte do mundo anglófilo, há sempre essa convicção marcada de que as pessoas podem mudar, admitir os seus erros e seguir redimidas pelo caminho do amor, da moral ou da justiça.
É bom acreditar nisso. Até eu gosto de acreditar nisso. Mas a minha visão cínica do mundo leva sempre a melhor. Eu não acho que as pessoas de facto mudem. Acho que há apenas uma adaptação às circunstâncias que é feita sempre com o propósito egoísta de melhorar a sua própria vida (conseguindo mais amor, mais moral e mais justiça).
Neste ponto de vista, olhando para os meus dois livros publicados, percebo perfeitamente porque é que o seu sucesso é tão diferente:
_ No romance para adultos ninguém muda. As personagens são cobardes, fogem à vida porque isso implicaria tomar iniciativa e provocar mudanças internas de personalidade e de valor moral. Escolhem sempre a alternativa fácil. E mesmo que no final não pareça ser assim, o final feliz graças à mudança é uma mera ilusão.
_O livro infantil é, no fundo, exclusivamente sobre mudança, sobre construção de identidade, alteração de comportamentos que trazem harmonia ao mundo. É (literalmente) uma visão arco-íris da humanidade. É aquilo em que queremos acreditar quando ainda somos crianças.
Tendo isto em conta, percebo perfeitamente porque é que o livro infantil, em 4 meses, vendeu quase o dobro do que livro para adultos em 2 anos...
E eu, que balanço pessoal é este entre criança e adulto, cinismo e esperança? ...Até agora, vai bastante equilibrado, julgo eu...
Isto lembrou-me um comentário que tinha lido há pouco tempo num forum sobre livros em que alguém dizia que os livros que lhe agradavam eram os livros em que as personagens mudavam, alteravam o seu comportamento (sempre para "melhor", refira-se).
E de facto, olhando para uma grande maioria da ficção que consumo, que vem também na sua maior parte do mundo anglófilo, há sempre essa convicção marcada de que as pessoas podem mudar, admitir os seus erros e seguir redimidas pelo caminho do amor, da moral ou da justiça.
É bom acreditar nisso. Até eu gosto de acreditar nisso. Mas a minha visão cínica do mundo leva sempre a melhor. Eu não acho que as pessoas de facto mudem. Acho que há apenas uma adaptação às circunstâncias que é feita sempre com o propósito egoísta de melhorar a sua própria vida (conseguindo mais amor, mais moral e mais justiça).
Neste ponto de vista, olhando para os meus dois livros publicados, percebo perfeitamente porque é que o seu sucesso é tão diferente:
_ No romance para adultos ninguém muda. As personagens são cobardes, fogem à vida porque isso implicaria tomar iniciativa e provocar mudanças internas de personalidade e de valor moral. Escolhem sempre a alternativa fácil. E mesmo que no final não pareça ser assim, o final feliz graças à mudança é uma mera ilusão.
_O livro infantil é, no fundo, exclusivamente sobre mudança, sobre construção de identidade, alteração de comportamentos que trazem harmonia ao mundo. É (literalmente) uma visão arco-íris da humanidade. É aquilo em que queremos acreditar quando ainda somos crianças.
Tendo isto em conta, percebo perfeitamente porque é que o livro infantil, em 4 meses, vendeu quase o dobro do que livro para adultos em 2 anos...
E eu, que balanço pessoal é este entre criança e adulto, cinismo e esperança? ...Até agora, vai bastante equilibrado, julgo eu...
segunda-feira, 7 de novembro de 2005
o novo saramago
E de repente, passa-se numa livraria e lá está um livro novo do Saramago. Onde é que ando para estas coisas me apanharem de surpresa?!
O mais surpreendente foi o livro ter um bonequito na capa e ser fininho (ou pelo menos metade da espessura habitual).
Comecei por ficar intrigado com a a traça/borboleta da capa, com a a caveirinha à lá "Silêncio dos Inocentes". Será o primeiro thriller do nosso nobel? Depois li as primeiras páginas e fiquei com a impressão de que já tinha lido aquele livro. É Saramago igual a si mesmo. Há quem diga que todos os escritores escrevem sempre o mesmo livro... melhor assim, acho que vou ler este para matar saudades. Há uns 7 anos que não leio o senhor e fiquei cheio de inveja do meu namorado o mês passado quando ele leu a "História do cerco de Lisboa" pela primeira vez...
É que não há como a primeira vez...
O mais surpreendente foi o livro ter um bonequito na capa e ser fininho (ou pelo menos metade da espessura habitual).
Comecei por ficar intrigado com a a traça/borboleta da capa, com a a caveirinha à lá "Silêncio dos Inocentes". Será o primeiro thriller do nosso nobel? Depois li as primeiras páginas e fiquei com a impressão de que já tinha lido aquele livro. É Saramago igual a si mesmo. Há quem diga que todos os escritores escrevem sempre o mesmo livro... melhor assim, acho que vou ler este para matar saudades. Há uns 7 anos que não leio o senhor e fiquei cheio de inveja do meu namorado o mês passado quando ele leu a "História do cerco de Lisboa" pela primeira vez...
É que não há como a primeira vez...
A musica dos deuses
Ontem de manhã, num zapping ocasional apanhei a transmissão da missa em Fátima, a tempo de ver a Maria Bethania e a Joanna a cantarem em louvor da Virgem Maria.
Nunca deixa de me espantar a má qualidade da música que a nossa contemporâniedade reserva para exaltar as divindades. Ponho-me sempre a pensar como seria viver no tempo de Bach, em que a música não estava presente no quotidiano como está hoje (não se ouvia nos supermercados, nos taxis, nos elevadores,no barbeiro, etc...) Passavam-se os dias com sonoridades estéreis e depois, ao domingo, na igreja, Bach fornecia aos seus paroquianos um bocadito de paraíso e transcendência através da música. Seria overdose? haveria desmaios? Não sei... a única certeza é que, até hoje, o génio daquele humano (e de outros) pode ser entendido como uma prova da existência de Deus.
Mas o que aconteceu à música religiosa? Como é que se transformou num cliché estéril e insonso? Sinceramente, acho que foi o medo do êxtase.
Ontem à noite fui ao concerto dos Young Gods. É certo que o som estava demasiado alto e bastaram os Bizarra Locomotiva na primeira parte para ficar logo com os timpanos fodidos, mas, ainda assim, foi um grande concerto. A minha devoção a estes três músicos suiços passa precisamente pelo êxtase que a musica deles provoca em mim. É uma experiência divina. As catadupas de som com que bombardeiam os corpos de uma plateia convulsionada por pulos e dança fazem com que o individuo saia de si mesmo. E por momentos beijamos mesmo o sol. E ardemos. E estamo-nos nas tintas para que nos estejam a foder os tímpanos porque o que importa mesmo é o orgasmo. A entrega total a algo maior do que nós.
E é precisamente porque todo o êxtase tem um conotação sexual que o catolicismo castrou a música. E a arte em geral, convenhamos (que Bernini hoje se atreveria a fazer uma Santa Teresa daquelas?). Ou seja, tirou a chama ao génio humano, logo, escondeu a face de Deus.
PS: parabéns aos jovens deuses pelo seu aniversário. Que contem muitos (mesmo tendo em conta a imortalidade dos deuses)
Nunca deixa de me espantar a má qualidade da música que a nossa contemporâniedade reserva para exaltar as divindades. Ponho-me sempre a pensar como seria viver no tempo de Bach, em que a música não estava presente no quotidiano como está hoje (não se ouvia nos supermercados, nos taxis, nos elevadores,no barbeiro, etc...) Passavam-se os dias com sonoridades estéreis e depois, ao domingo, na igreja, Bach fornecia aos seus paroquianos um bocadito de paraíso e transcendência através da música. Seria overdose? haveria desmaios? Não sei... a única certeza é que, até hoje, o génio daquele humano (e de outros) pode ser entendido como uma prova da existência de Deus.
Mas o que aconteceu à música religiosa? Como é que se transformou num cliché estéril e insonso? Sinceramente, acho que foi o medo do êxtase.
Ontem à noite fui ao concerto dos Young Gods. É certo que o som estava demasiado alto e bastaram os Bizarra Locomotiva na primeira parte para ficar logo com os timpanos fodidos, mas, ainda assim, foi um grande concerto. A minha devoção a estes três músicos suiços passa precisamente pelo êxtase que a musica deles provoca em mim. É uma experiência divina. As catadupas de som com que bombardeiam os corpos de uma plateia convulsionada por pulos e dança fazem com que o individuo saia de si mesmo. E por momentos beijamos mesmo o sol. E ardemos. E estamo-nos nas tintas para que nos estejam a foder os tímpanos porque o que importa mesmo é o orgasmo. A entrega total a algo maior do que nós.
E é precisamente porque todo o êxtase tem um conotação sexual que o catolicismo castrou a música. E a arte em geral, convenhamos (que Bernini hoje se atreveria a fazer uma Santa Teresa daquelas?). Ou seja, tirou a chama ao génio humano, logo, escondeu a face de Deus.
PS: parabéns aos jovens deuses pelo seu aniversário. Que contem muitos (mesmo tendo em conta a imortalidade dos deuses)
quinta-feira, 3 de novembro de 2005
Je suis snob
Na eterna busca da playlist perfeita, adicionei ontem ao meu iPod "je suis snob" cantado pelo Boris Vian (esse mesmo!). Prestando atenção à letra facilmente concluí que sou mais de 50% snob — o que é optimo porque assim me posso identificar com algo tão viciantemente cantarolável! Só é pena eu não conseguir cantar com aquele inimitável e delicioso ar de perfeito enfado...
Carne assada
Os sinos das igrejas de Lisboa tocaram no dia 1 de Novembro pelas vítimas do terramoto de 1755. A missa das 6 encheu (a minha vizinha queixava-se ao marido que já só tinha encontrado lugar num banco lateral atrás duma coluna). Mas aposto que ninguém rezou pelas vítimas do auto-de-fé que a Inquisição fez logo de seguida, aproveitando a oportunidade para assar uns sodomitas, umas bruxas e uns judeus. Disso já ninguém (convenientemente) se lembra.
Nos nosso tempos modernos e civilizados, em que se desculpa os procedimentos da Inquisição e da Igreja Católica com o peso da história, pode parecer uma coisa bárbara, sacrificar humanos para apaziguar a ira divina. Mas a verdade é que ainda hoje os bodes expiatórios são os mesmos, a diferença é que não se assam na praça pública. Experimentem procurar no google por "blame homosexuals hurricane New Orleans": dá qualquer coisa como 268.000 resultados!
Escapa-me verdadeiramente à compreensão como é que alguém é capaz de acreditar num deus que, por se irritar com a intimidade sexual de uma minoria, mata e chateia a grande maioria. Ou deveremos acreditar que todas as vítimas de catástrofes naturais são sodomitas? E que os autos-de-fé eram uma maneira de ajudar deus no seu trabalho mal acabado?
Nos nosso tempos modernos e civilizados, em que se desculpa os procedimentos da Inquisição e da Igreja Católica com o peso da história, pode parecer uma coisa bárbara, sacrificar humanos para apaziguar a ira divina. Mas a verdade é que ainda hoje os bodes expiatórios são os mesmos, a diferença é que não se assam na praça pública. Experimentem procurar no google por "blame homosexuals hurricane New Orleans": dá qualquer coisa como 268.000 resultados!
Escapa-me verdadeiramente à compreensão como é que alguém é capaz de acreditar num deus que, por se irritar com a intimidade sexual de uma minoria, mata e chateia a grande maioria. Ou deveremos acreditar que todas as vítimas de catástrofes naturais são sodomitas? E que os autos-de-fé eram uma maneira de ajudar deus no seu trabalho mal acabado?
terça-feira, 1 de novembro de 2005
Querido Antony
Foi bom passar mais uma noite na tua companhia. E é bom saber que há pessoas como tu no mundo capazes de redimir a humanidade. Thank youooouooou, thank yooououuuu...
no alentejo
Este fim de semana fomos visitar uma amiga minha que comprou uma casa alentejana, daquelas com paredes de terra caiada, quintal com rafeiro, gatos, galinhas e patos e um poço onde já se suicidaram duas pessoas. Não podia ser mais típico.
Há muito que não me aproximava tanto da ruralidade e é sempre bom fazer destas visitas para ficar sem dúvidas de que, por muito que goste do campo, eu sou um rato da cidade.
Há muito que não me aproximava tanto da ruralidade e é sempre bom fazer destas visitas para ficar sem dúvidas de que, por muito que goste do campo, eu sou um rato da cidade.
segunda-feira, 31 de outubro de 2005
Editora procura-se!
É oficial: não será a editora que publicou o "olhos de cão" a publicar o meu livro de contos. Isto quer dizer que neste momento o meu livro novo está solteiro, orfão e à espera de dono.
É um livro de contos alternados com imagens. O tema balança entre o amor e o sexo, entre o sentimental e o erótico. São 152 páginas de formato 15x16cm já paginadas por designer competente (eu!) e tem capa feita. É um livro para se ler, ver e pegar com as mãos.
Envia-se a editores competentes que gostem de ler e editar livros.
Contactar:
danieljskramesto@yahoo.com
É um livro de contos alternados com imagens. O tema balança entre o amor e o sexo, entre o sentimental e o erótico. São 152 páginas de formato 15x16cm já paginadas por designer competente (eu!) e tem capa feita. É um livro para se ler, ver e pegar com as mãos.
Envia-se a editores competentes que gostem de ler e editar livros.
Contactar:
danieljskramesto@yahoo.com
quarta-feira, 26 de outubro de 2005
nipa-me, tucka-me
Eu achava que depois de ter trabalhado para os enfermeiros do Grupo de Tratamento de Feridas Infectadas e ter paginado o livro de cirurgia plástica do doutor Francisco Campos já não havia imagens capazes de me fazer silvar, semicerrar os olhos e crispar os dedos dos pés. Até ontem à noite.
Comprámos os DVDs da série Nip/Tuck e vimos o primeiro episódio. Foi divertidíssimo. Dois homens adultos no sofá agarrados a almofadas, a tapar os olhos com as mãos e a guinchar que nem duas meninas. Isto na nossa sala. No écran, cirurgias descaradamente filmadas, sangue a rodos, muitas seringas a entrar na pele e, nojo dos nojos, um lipo-aspirador descontrolado a espirrar gordurita fresca numa sala de operação. Desde o filme "Re-animator" que não via algo tão gore. Adorámos!!
Além disso, os actores (ver foto), história e diálogos estão num bom nível.
Pena é o estômago não aguentar mais de um episódio por noite.

E sim, eu também snifaria esse tipo... ;-D
Comprámos os DVDs da série Nip/Tuck e vimos o primeiro episódio. Foi divertidíssimo. Dois homens adultos no sofá agarrados a almofadas, a tapar os olhos com as mãos e a guinchar que nem duas meninas. Isto na nossa sala. No écran, cirurgias descaradamente filmadas, sangue a rodos, muitas seringas a entrar na pele e, nojo dos nojos, um lipo-aspirador descontrolado a espirrar gordurita fresca numa sala de operação. Desde o filme "Re-animator" que não via algo tão gore. Adorámos!!
Além disso, os actores (ver foto), história e diálogos estão num bom nível.
Pena é o estômago não aguentar mais de um episódio por noite.

E sim, eu também snifaria esse tipo... ;-D
terça-feira, 25 de outubro de 2005
Ser quem nao sou
Às vezes ainda se encontram idiotas que julgam que ser homosexual é querer ser mulher. A principio não se percebe como é que alguém pode ser tão estúpido, mas depois, enfim, rebolam-se os olhos para trás do crâneo e a coisa passa... E quando alguém me faz a pergunta: "se fosses uma mulher quem gostarias de ser?" até consigo lembrar-me de três respostas:
Alaska

Roisin Murphy

Bette Midler

Será que tenho de explicar porquê?.... :-D
Alaska

Roisin Murphy

Bette Midler

Será que tenho de explicar porquê?.... :-D
Poesia Pop
"Hombres" - Fangoria
Hay hombres que se mueven,
hay hombres que se agitan,
hay hombres que no existen,
hay hombres que no gritan,
hay hombres que respiran,
hay hombres que se ahogan,
hay hombres que ocultan la verdad,
hay hombres que roban.
Hay quién apuesta fuerte y decide quererte,
sabiendo lo fácil que resulta perderte,
sabes que siempre estaré cerca de ti.
Hay hombres que te compran,
hay hombres que se venden,
hay hombres que recuerdan,
hay hombres que mienten,
hay hombres que prefieren no hablar,
hay hombres que no entienden.
Hay quién no tiene suerte y prefiere engañarte,
sabiendo lo fácil que resulta ganarte.
Sabes que nunca me iré lejos de ti.
Tienes que aprender a resistir, tienes que vivir,
esto no lo tengo
esto no lo hay,
esto no lo quiero
y esto que me das.
Hay quién apuesta fuerte y decide quererte,
sabiendo lo fácil que resulta perderte,
Sabes que siempre estaré cerca de ti.
Hay quién no tiene suerte y prefiere engañarte,
sabiendo lo fácil qué resulta ganarte.
Sabes que nunca me iré lejos de ti.
Hoy hay luna llena y un hombre camina por ella,
Hoy hay luna llena y un hombre camina por ella.
Hay hombres que se mueven,
hay hombres que se agitan,
hay hombres que no existen,
hay hombres que no gritan,
hay hombres que respiran,
hay hombres que se ahogan,
hay hombres que ocultan la verdad,
hay hombres que roban.
Hay quién apuesta fuerte y decide quererte,
sabiendo lo fácil que resulta perderte,
sabes que siempre estaré cerca de ti.
Hay hombres que te compran,
hay hombres que se venden,
hay hombres que recuerdan,
hay hombres que mienten,
hay hombres que prefieren no hablar,
hay hombres que no entienden.
Hay quién no tiene suerte y prefiere engañarte,
sabiendo lo fácil que resulta ganarte.
Sabes que nunca me iré lejos de ti.
Tienes que aprender a resistir, tienes que vivir,
esto no lo tengo
esto no lo hay,
esto no lo quiero
y esto que me das.
Hay quién apuesta fuerte y decide quererte,
sabiendo lo fácil que resulta perderte,
Sabes que siempre estaré cerca de ti.
Hay quién no tiene suerte y prefiere engañarte,
sabiendo lo fácil qué resulta ganarte.
Sabes que nunca me iré lejos de ti.
Hoy hay luna llena y un hombre camina por ella,
Hoy hay luna llena y un hombre camina por ella.
Os Duplex Longa

Na ida década de 80 houve um grupo português chamado Duplex Longa. Tinham um video giríssimo no PopOff para o tema "Forças Ocultas" que era feito simplesmente com uma câmara montada na frente de um carro a guiar pelas ruas de lisboa de dia e de noite, tudo filmado em velocidade acelerada.
Há coisa de um mês, graças a um amigo que tem praticamente todo o CD que merece ser ouvido, lá consegui fazer uma cópia do único album que eles fizeram. Como continua MP3zado no meu computador tem sido banda sonora de vários dias no emprego. A música é tão boa e ainda tão fresca que me custa e perceber porque é que isto não mereceu mais destaque na altura e porque é que nunca ninguém reeditou isto... e, o que é feito destes músicos?
Os Sigur Ros
Tenho uma relação algo dúbia com os Sigur Rós. A primeira vez que os ouvi foi através de um colega de emprego que punha aquilo a tocar para o povo. Não me desagradava de todo e até julgava que eram os Radiohead, mas irritava-me o rapaz e a sua atitude radiofónica pelo que nunca perguntei o que era aquilo.
Depois vi o filme "Anjos do Universo" e a música arrebatou-me completamente. Durante um ano ouvi-os bastante no recato do lar e chateei o pessoal da Zero até passarem o filme em Lisboa. Até que me comecei a aperceber do "culto" que lhes era dedicado. E eu não tenho paciencia para jovens sensíveis e depressivos que fazem disso um modo de vida...
Foi assim que os Sigur Rós saltaram para a prateleira das bandas cuja música me agrada mas cujos fãs não me permitem disfrutá-la em condições.
Este fim de semana comprei o disco novo (só porque tem uma embalagem simpática e eu sou um totó por coisas dessas) e fiquei surpreendido por ser melhor do que esperava. Por trás daqueles xilofones e guinchinhos à Mum, que eram um bocado dispensáveis, há um punhado de boas canções. A ver que tal me dou no concerto... eu ando tão pouco social...
Depois vi o filme "Anjos do Universo" e a música arrebatou-me completamente. Durante um ano ouvi-os bastante no recato do lar e chateei o pessoal da Zero até passarem o filme em Lisboa. Até que me comecei a aperceber do "culto" que lhes era dedicado. E eu não tenho paciencia para jovens sensíveis e depressivos que fazem disso um modo de vida...
Foi assim que os Sigur Rós saltaram para a prateleira das bandas cuja música me agrada mas cujos fãs não me permitem disfrutá-la em condições.
Este fim de semana comprei o disco novo (só porque tem uma embalagem simpática e eu sou um totó por coisas dessas) e fiquei surpreendido por ser melhor do que esperava. Por trás daqueles xilofones e guinchinhos à Mum, que eram um bocado dispensáveis, há um punhado de boas canções. A ver que tal me dou no concerto... eu ando tão pouco social...
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